A separação por gravidade utiliza o diferencial de densidade entre os minerais. Em um meio em movimento (água, ar ou líquidos pesados), partículas de diferentes densidades são submetidas a forças hidrodinâmicas e mecânicas, levando à estratificação e separação eficaz.
Ouro Aluvionar: Como o ouro existe como partículas naturais livres com densidade tipicamente >16 t/m³, significativamente maior que a ganga, a separação por gravidade é o método preferido, de alta eficiência e econômico.
Ouro de Veio: A gravidade raramente é usada isoladamente; é tipicamente integrada em circuitos de moagem e classificação (usando mesas vibratórias, calhas espirais ou mesas vibratórias) para recuperar ouro livre grosso precocemente, reduzindo a carga nas etapas subsequentes de flotação ou cianidação.
A jigagem usa um jig de diafragma para criar fluxo de água alternado verticalmente impulsionado por um mecanismo excêntrico.
Fluxo Ascendente: A cama se solta e suspende; partículas grossas de alta densidade se depositam na camada inferior.
Fluxo Descendente: Um efeito de sucção atrai partículas de alta densidade de pequeno tamanho através das lacunas da cama para a câmara inferior.
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A mesa vibratória consiste em um deck e um mecanismo de transmissão que realiza movimento alternativo longitudinal.
Mecanismo: As partículas são estratificadas verticalmente pela gravidade e separadas horizontalmente pelo movimento diferencial do deck e pelo fluxo transversal de água.
Tipos: Classificadas em mesas para areia grossa, areia fina e finos com base no tamanho da partícula de alimentação.
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Um método antigo, porém eficaz, que utiliza aluviões de madeira ou aço (inclinados em 3°–16°).
Processo: Partículas de alta densidade se depositam no fundo como concentrado, enquanto a ganga mais leve é lavada como rejeitos.
Operação: É um processo intermitente que requer "limpezas" manuais assim que o concentrado atinge uma certa altura.
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Este equipamento aproveita a gravidade, o atrito, a força centrífuga e o fluxo de água dentro de uma calha em forma de espiral.
Estratificação: Partículas leves e grossas se movem para a borda externa, enquanto partículas finas e pesadas se concentram na borda interna e saem por portas de descarga.
Vantagens: Estrutura simples, sem necessidade de energia para o movimento. Nota: Menos eficaz para partículas >6mm ou <0.05mm.
Evoluídos de aluviões em forma de leque, estes utilizam uma série de cones empilhados verticalmente. A polpa é distribuída do centro, e os minerais são estratificados por densidade à medida que fluem para fora/dentro, alcançando separação multiestágio de alta capacidade em uma única unidade.
A amalgamação usa mercúrio para capturar ouro. É categorizada em processos Internos e Externos.
Realizada dentro de equipamentos de moagem (por exemplo, moinhos de disco, moinhos de martelo ou barris de amalgamação especializados).
Processo: O ouro é liberado e entra imediatamente em contato com o mercúrio para formar amálgamas.
Desvantagem (Flouring): A moagem intensa pode quebrar o mercúrio em grânulos microscópicos ("mercúrio flourado") revestidos por óleo ou lama, levando à perda de mercúrio e à redução da recuperação de ouro.
Realizada fora do circuito de moagem usando Placas de Amalgamação (tipicamente placas de cobre prateadas).
Aplicação: Frequentemente instaladas na descarga de moinhos de bolas para capturar "ouro livre" grosso da polpa.
Operação: O mercúrio é revestido na superfície prateada. À medida que a polpa flui sobre (a 0,5–0,7 m/s), o ouro é retido na camada de mercúrio, formando uma pasta de amálgama que é periodicamente raspada.
Segurança: Controles ambientais rigorosos são obrigatórios devido à alta toxicidade dos vapores de mercúrio e ao contato.